"Connosco não podem contar": Carneiro acusa Governo de ofensa à dignidade com pacote laboral

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, abriu a reunião da Comissão Nacional do partido com um discurso incisivo contra o Governo, acusando-o de cometer uma offense à dignity dos trabalhadores através das recentes alterações laborais. Em tom de alerta, Carneiro classificou as mudanças como uma "contrarreforma", sublinhando que o executivo está a fazer o oposto do que seria uma verdadeira reform no mercado de trabalho.

Durante a intervenção, o líder socialista destacou o silence mantido pelo primeiro-ministro Luís Montenegro sobre o tema ao longo da campanha eleitoral, referindo-se a ele como "sepulcral". Para Carneiro, é inaceitável que uma matéria tão sensível não tenha sido debatida previamente com os cidadãos, especialmente por não constar do electoral program . "Connosco não podem contar", afirmou, reforçando a posição de oposição do PS face às medidas.

Este confronto surge numa reunião simbólica: a primeira da Comissão Nacional após o 25.º Congresso do PS, que marcou o início da nova era sob a liderança de Carneiro. Além da análise política, a reunião serviu para eleger os órgãos internos do partido, incluindo a Comissão Política Nacional e o Secretariado Nacional, com mais de metade dos membros a serem renovados. Entre as novas entradas estão Ana Mendes Godinho, ex-ministra do Trabalho, e Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos, o que sinaliza uma aposta na labor expertise e na liderança municipal.

A renovação também trouxe mudanças significativas: saem Ana Catarina Mendes e Francisco Assis, ambos eurodeputados, bem como Pedro Costa e Sérgio Sousa Pinto. A nova composição reflete uma tentativa de rejuvenescimento e reposicionamento interno, num momento de forte political tension com o Governo. Apesar da unidade aparente, o congresso anterior gerou controvérsia, com a rejeição de uma lista alternativa por falta de assinaturas válidas, levando a um formal appeal junto da Comissão Nacional de Jurisdição do partido.

Carneiro deixou claro que o PS não será cúmplice de decisões que considera prejudiciais às condições de vida das pessoas. "O Governo que não cumpriu, nem cumpre e mostra inability para responder aos temas que preocupam", afirmou. O recado está dado: o partido está mobilizado para enfrentar o que vê como uma ameaça à workers' rights , num debate que promete marcar o ano político.

Reações 6

  • P
    paulof

    O silêncio durante a campanha foi estratégico. Agora querem mudar tudo sem debate. Uma verdadeira power play .

  • A
    anacarolina

    Finalmente alguém diz alto o que muitos sentem: isto não é reforma, é um retrocesso. A dignity tem de estar no centro.

  • R
    ricardom

    Trocam nomes, mas será que muda a approach ? O PS precisa de mais do que renovação simbólica.

  • L
    luisal

    A saída de Ana Catarina Mendes e Francisco Assis é um sinal forte. O partido está a apostar em gente com mais ligação às bases.

  • J
    jorgem

    E os trabalhadores? Será que alguém vai mesmo ouvir a public response ou vão seguir o guião do patronato?

  • S
    sofiar

    Chamar 'contrarreforma' é justo. Inverter avanços laborais não é modernizar, é rollback pura e simples.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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