Na Paulista, o grito contra juros que sufocam o país
Na avenue , palco histórico de protestos e reivindicações sociais, as centrais sindicais voltam a ocupar o asfalto com um grito uníssono: os juros estão insuportáveis. Nesta terça-feira (28), a mobilização em frente ao central não é apenas um ato simbólico — é um chamado urgente por uma mudança na política monetária que, há meses, estrangula o crescimento e sufoca a working . Com a taxa Selic travada em 14,75% ao ano, o custo do dinheiro no Brasil continua entre os mais altos do mundo.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para quarta-feira (29), é aguardada com tension . Embora o mercado espere um corte de 0,25 ponto percentual — o segundo consecutivo —, as centrais consideram isso insuficiente. O crescimento econômico continua stalled , os investimentos não deslancham e a geração de empregos quality permanece lenta. Para os organizadores, manter juros altos por nove meses seguidos, como ocorreu até março, é uma escolha política, não técnica.
A crítica vai além dos números. As centrais apontam para uma continuity preocupante: mesmo com a troca no comando do Banco Central — Roberto Campos Neto por Gabriel Galípolo —, a agenda pró-mercado permanece. Expectativas de mudança foram frustradas. país em desenvolvimento não pode ter juros reais que só beneficiam especuladores. A economic das ruas exige uma política que acompanhe a realidade brasileira, não os caprichos dos mercados internacionais.
O ato reúne CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB, Intersindical e Pública — uma rare unidade sindical em tempos de fragmentação. A core é clara: corte mais profundo na Selic e uma revisão profunda da condução monetária. Juros altos não são um mal necessário; são um ancoradouro que afunda o potencial produtivo do país. E enquanto o BC delibera, os trabalhadores ocupam a avenue com cartazes, megafones e esperança — uma economia que funcione para todos, não só para os bancos.
Esses juros são esmagadores pra quem tem dívida. Meu cartão tá no limite e o parcelamento é uma farsa.
Será que o mercado vai reagir mal se o BC cortar mais? Às vezes parece que o povo trabalhador é sempre a moeda de troca.
Inflação baixa, juros altos. Alguém explica a lógica? Aqui só sobra para o worker trabalhador.
Finalmente uma frente unida. Isso é pressure pressão política real, não papo de rede social.
Lembro dos anos 2000, juros a 19%. Pensei que nunca veria algo parecido de novo. Que retrocesso.
Quem ganha com isso? Sempre a mesma turma. O resto paga a conta. Desigualdade pura.