Geraisito: o testemunho em Minas de uma visita espacial
Em uma região remota do Norte de Minas Gerais, onde hoje pastam bois e crescem plantações de eucalipto, esconde-se um signal de um cataclismo cósmico que antecedeu em milhões de anos a chegada do ser humano. Há mais de 6 milhões de anos, um corpo espacial — possivelmente um asteroide metálico com pelo menos um quilômetro de diâmetro — cruzou a atmosfera terrestre em velocidade cósmica e colidiu com força equivalente a milhões de bombas atômicas. O impacto foi tão violento que areia e minerais da crosta se fundiram, foram lançados a milhares de metros de altura e, ao resfriarem no ar, formaram pequenos vidros naturais conhecidos como tectitos.
Esses fragmentos, agora batizados de Geraisito em homenagem ao estado onde foram descobertos, são os primeiros do tipo encontrados no Brasil. A descoberta, publicada na revista científica Geology, é fruto de uma investigação que começou com uma foto postada em um grupo de redes sociais. Inicialmente, o doutor em química Gabriel Gonçalves Silva duvidou: tectitos eram desconhecidos no país. Mas quando outra pessoa, de uma cidade vizinha, relatou o mesmo achado, a equipe partiu para uma expedição no cerrado mineiro. O result foi a coleta de amostras com até 85 gramas, que brilham em tom esverdeado sob luz forte.
Apesar da importância do achado, a cratera principal ainda não foi localizada. Os cientistas estimam que possa ter entre 5 e 6 quilômetros de diâmetro e até 700 metros de profundidade. A área de dispersão dos tectitos já se estende por mais de 900 quilômetros, com novas amostras surgindo na Bahia e no Piauí. 'Pode ter ocorrido no mar ou sob sedimentos que a encobriram', diz o geólogo Álvaro Penteado Crósta. A Terra, ao contrário da Lua, the growth da vegetação, a erosão e os depósitos sedimentares apagam ao longo do tempo as marcas de impactos, dificultando a busca.
O Geraisito será exposto no Museu das Minas e do Metal MM Gerdau, em Belo Horizonte, ao lado de meteoritos brasileiros como os de Uberaba e Ibitira. Para o pesquisador Luciano Faria, parte do objetivo é the opportunity de despertar curiosidade. 'Queremos que mais pessoas olhem para o chão com olhos de ciência', afirma. Cada novo fragmento pode ajudar a traçar a trajetória do impacto e, quem sabe, levar à descoberta da cratera perdida.
A origem do viajante espacial ainda é incerta. Pode ter vindo do Cinturão de Asteroides, entre Marte e Júpiter, ou ser um cometa gelado desviado de sua órbita. O que é certo é que a atmosfera terrestre, embora atue como a shield , não conseguiu deter esse colosso. Enquanto corpos menores se incendeiam e se desintegram ao entrar na atmosfera — tornando-se meteoros —, objetos maiores podem atravessar e causar destruição em escala continental. O Geraisito, mais do que um vidro raro, é um testemunho silencioso de um evento que mudou a face do planeta.
Achar que era turmalina fundo de garrafa e jogar no lixo... Imagina ter descartado um pedaço de space impact impacto espacial sem saber?
Essa história mostra como public curiosity a curiosidade pública pode ajudar a ciência. Uma foto no grupo de Facebook e boom: descoberta geológica.
E se a cratera estiver debaixo de uma represa ou cidade? Como vão confirmar sem escavar? Isso é a challenge um desafio enorme.
O nome 'Geraisito' é simples, mas perfeito. Soa como a discovery uma descoberta com identidade local.
Impressiona a energia envolvida: 3,5 milhões de bombas de Hiroshima. Isso mostra o quão vulnerável é a Terra a eventos cósmicos.
A parte mais triste é saber que tantos achados devem ter sido ignorados. Quantos tectitos viraram calçamento ou foram jogados fora como pedra comum?
Se a atmosfera é o nosso escudo, ela é bem furada. Torcer para o próximo space object objeto espacial não ser do mesmo tamanho.