Os anos a mais não vêm apenas no fim, mas ao longo da nossa vida

«Somos em cada entrada do novo caminho, o jovem e o velho de alguém». A frase de Geneviève Laroque ecoa com força no debate contemporâneo sobre longevity . Enquanto a expectativa de vida cresce, a forma como vivemos o trabalho e a identidade profissional precisa de ser repensada. Lynda Gratton, professora da London Business School e especialista em futuro do trabalho, defende que os anos a mais não são um fardo, mas uma transformation da experiência humana. Em vez de seguir o modelo tradicional — aprender, trabalhar, reformar —, propõe um caminho com múltiplas fases, onde cada pessoa pode reinventar-se várias vezes.

No centro da sua reflexão está o livro A Vida de 100 Anos, que superou um milhão de cópias vendidas, e o novo lançamento Living the Hundred Year Life, a chegar em setembro. Para Gratton, o segredo não é prolongar a produtividade, mas manter a curiosity e a ação. «Fazer várias coisas, coisas novas, e não se deixar definir apenas pelo currículo», diz. Num mundo de IA Generativa, onde tarefas repetitivas podem ser automatizadas, o valor humano reside na empathy , na criatividade e na conexão interpessoal — qualidades que não se codificam.

O trabalho híbrido, acelerado pela pandemia, trouxe flexibility , mas também o risco de isolar as equipes. «Conversar sobre banalidades», como tomar café com colegas, é parte essencial do vínculo humano. Gratton não defende o trabalho remoto total nem o retorno obrigatório ao escritório, mas sim um equilíbrio baseado nas tarefas. Para ela, o foco deve ser redesenhar as tarefas, não os empregos — uma mudança que devolve choice ao trabalhador e valoriza a diversidade de experiências, especialmente a dos mais velhos.

Questionada sobre a aposentadoria obrigatória, como a dos professores em Portugal aos 70 anos, Gratton considera que pode ser uma forma de discrimination . «Aos 70, tenho mais facilidade em trabalhar com os outros, porque não estou a competir», afirma, destacando a sabedoria e a orientação que vêm com a idade. Ela mesma, como professora mais velha na sua instituição, depende de feedback constante para decidir quando será hora de sair — uma decisão que deve ser pessoal, não imposta.

O mito de que os mais velhos não lidam com tecnologia é facilmente desmontado: «não há investigação que sustente isso», diz. Pelo contrário, a aprendizagem contínua é vital para todos. E sobre o propósito, ela evita o termo: «encontre um trabalho que goste de fazer» é o suficiente. No Japão, um amigo que abandonou um cargo executivo escolheu fazer sobo noodles — um ofício artesanal. Para Gratton, essa é a verdadeira riqueza: a human ingenuity de criar, cuidar e surpreender, mesmo quando a máquina pode fazer o resto.

Reações 6

  • T
    TeresaM

    Adorei a ideia de valorizar o trabalho artesanal. Às vezes, o que nos dá sentido não é o cargo, mas o care com o que fazemos.

  • R
    Rui_P

    Flexibilidade sim, mas sem perder a connection . Já sinto falta das conversas informais no escritório.

  • L
    LiaCosta

    Discriminação por idade é um tema urgente. Por que assumimos que, aos 70, alguém já não tem contribution a dar?

  • N
    NunoF

    Acho que o maior desafio é psicológico. Se o nosso eu está ligado ao trabalho, sair é como perder uma parte de nós. Identidade profissional é sério.

  • S
    SofiaG

    Ser curioso é mesmo a chave. Já experimentei aprender desenho aos 45 — e foi uma das melhores decisões. Crescimento não tem idade.

  • M
    Miguel_T

    E se a IA nos libertar para fazermos mais coisas humanas? Talvez o futuro não seja trabalhar menos, mas viver more meaningfully .

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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