Ex-vereadora do Chega em Coimbra rompe com o executivo de Ana Abrunhosa

Na segunda-feira, 20 de abril, a vereadora Maria Lencastre, anteriormente ligada ao Chega e agora independente, marcou uma turning point no executivo da Câmara de Coimbra. Pela primeira vez em seis meses, votou contra propostas da maioria liderada por Ana Abrunhosa e absteve-se noutras, desestabilizando a já frágil governing coalition , que não dispõe de maioria absoluta. Uma das propostas, relacionada com o futuro do ITAP (Instituto Técnico Artístico e Profissional), foi retirada de pauta devido ao risco de chumbo — sinal claro de que a political alignment se desfez.

A nomeação de Lencastre como gestora do ITAP, em março, já tinha gerado polémica, com críticas de vários partidos na assembleia municipal. Mas foi na reunião extraordinária desta semana que a ruptura se tornou evidente. O ponto em discussão era a adesão de Coimbra à ADEPTOLIVA, associação que integraria escolas profissionais de Tábua, Oliveira do Hospital e Arganil. O vereador da Educação, Miguel Antunes, defendeu a iniciativa como uma strategic move para reforçar a oferta educativa, mas a falta de clareza do projeto levantou public concern até na própria maioria.

Meia hora antes da reunião, Lencastre comunicou formalmente a sua decisão de renunciar ao cargo de gestora do ITAP. Em declarações à imprensa, afirmou não se rever no projeto: “Depois de ter visto a agenda e os documentos, tomei a decisão. Não quero o meu nome ligado a isto.” Para ela, o modelo proposto representa um risco para a cidade e uma perda de autonomia, com decisões potencialmente concentradas noutra governing body . Esta postura reflete uma mudança de perspetiva que já vinha anunciada desde a sua saída do Chega, em janeiro.

Miguel Antunes, apesar do contratempo, manteve a defesa do modelo de integração na EPTOLIVA, considerando-o a best solution para um instituto que, segundo diz, não teve um percurso exemplar sob gestão autárquica. Admitiu que o processo não tenha sido isento de tensão, mas respeitou a liberdade de escolha de Lencastre: “Cada um faz as escolhas conforme se sente mais tranquilo.” O seu foco, sublinhou, é a sustentabilidade e o educational project do ITAP — mas a ausência de alinhamento interno complica o caminho.

Reações 8

  • T
    TeresaM

    Isto é mais do que uma vote isolada — é o colapso da political support que sustentava o executivo. Como vão aprovar medidas sem maioria?

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    RuiS

    A verdadeira consequence aqui não é o ITAP, é a credibilidade do discurso de unidade da coligação. Prometeram estabilidade e já estão a perder votos-chave.

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    LiaP

    Maria Lencastre está a agir com integrity . Se não acredita no projeto, não deveria fingir apoio. Isso é public service de verdade.

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    NunoC

    O problema não é ela sair. É como foi nomeada gestora de um instituto que agora diz não compreender. Faltou avaliação minuciosa desde o início.

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    FernandaK

    Estamos a trocar local control por decisões centralizadas noutra associação? Isso não faz sentido para Coimbra.

  • J
    JorgeL

    O Miguel Antunes fala em sustainability , mas esquece a instabilidade política que está a criar dentro da câmara.

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    CátiaV

    Ser independente não é só sair de um partido — é começar a pensar por si. Ela está a mostrar o que é political courage .

  • P
    PauloR

    Alguém sabe quem vai substituir a Lencastre? A transition no ITAP precisa de transparência, não de nomeações obscuras.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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