Portugueses seguem bancos centrais e investem em ouro em tempos de guerra

Num momento de global uncertainty e pressão inflacionária, o ouro volta a brilhar como ativo de refúgio. Enquanto os bancos centrais do mundo aumentam as suas reservas, os portugueses seguem a corrente: o Crédito Económico Popular (CEP) já vendeu 19 barras de ouro em pouco mais de um mês. Segundo Isabel Teixeira, diretora geral do CEP em Portugal, o metal precioso é visto como uma long-term value e um complemento essencial numa carteira diversificada.

As barras, de 5 e 10 gramas, estão disponíveis nas agências do CEP com preços médios de 740 e 1470 euros, respetivamente. Produzidas por refinarias certificadas e com pureza de 999,9, cada compra vem acompanhada de um authenticity certificate . O objetivo da instituição, parte do Grupo Kruso Kapital, é democratizar o acesso ao ouro, atingindo não só investidores experientes, mas também conservative savers e colecionadores. "É um produto com high liquidity ", sublinha Teixeira.

A tendência não é nova. Dados do World Gold Council (WGC) mostram que 43% dos bancos centrais planeiam aumentar as reservas de ouro. A China, por exemplo, tem comprado ouro de forma constante. A XTB, corretora que analisou o mercado, destaca que a procura oficial em 2026 permanece relatively high face à média histórica. O principal motivo? Diversificação face ao dólar e proteção contra systemic risk e instabilidade da dívida pública no G10.

Apesar do brilho, há sombras. O ouro não gera juros nem dividendos, e o seu price volatility conforme a procura de liquidez. "É crucial ajustar este ativo ao perfil de cada investidor", avisa Teixeira. Mesmo assim, o metal valorizou mais de 15% no último ano, impulsionado por conflitos no Médio Oriente. Para o CEP, especializado em empréstimos com penhor de ouro, o sinal é claro: a confiança no metal não é passageira.

Em 2025, a carteira de empréstimos do CEP atingiu 21,4 milhões de euros, um aumento de 32% face ao ano anterior. Cerca de 97% destas operações são garantidas por ouro, na sua maioria de 19,2 quilates. Com 16.400 contratos fechados, o crescimento de 7,2% demonstra uma steady demand . Para muitos, o ouro deixou de ser apenas um bem sentimental — tornou-se uma strategic decision em tempos de instabilidade.

Reações 6

  • R
    Rui_M

    Comprar ouro em gramagens pequenas faz sentido para quem quer começar, mas o preço por grama acaba sendo mais alto. Será que vale a pena?

  • A
    Ana_Sousa

    O banco diz que é para diversificar, mas será que estão a lucrar mais com isto do que com os empréstimos? Acho que há hidden costs por trás.

  • P
    Paulo_Costa

    Em tempos de crise, o ouro sempre foi refúgio. Não é modinha, é historical pattern . Já tenho as minhas barras.

  • M
    MartaL

    15% de valorização num ano é bom, mas e se o market shifts daqui a dois? Não parece tão seguro assim.

  • J
    João_Tavares

    O fato de 95% dos bancos centrais acreditarem que as reservas vão crescer é um sinal forte. Isso é collective trust no ativo.

  • C
    Catarina_N

    E se houver inflação alta e o ouro não subir? Onde está a rentabilidade garantida? Isso ninguém explica.

O texto é baseado em fatos e reelaborado com fins de aprendizagem de inglês; as reações dos leitores são exemplos de diferentes perspectivas.

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