Arroz sob pressão: como 100 mil toneladas podem salvar o campo brasileiro
No sul do Brasil, onde o arroz cobre vastos campos como um espelho d'água sob o sol, uma crise silenciosa vinha sufocando os agricultores. crise de 2025, provocada pela overproduction , deixou o preço da saca (50 kg) caindo para R$ 50 — mais de 30% abaixo do cost de produção. Com o mercado paralisado e os produtores no limite, uma esperança surgiu: um acordo internacional para exportar 100 mil toneladas do grão por ano. A notícia, anunciada pelo presidente da Cooperja, Vanir Zanatta, soa como um alívio, ainda que temporário, num cenário de incerteza prolongada.
O contrato, firmado com as empresas Cemersa e Origrains, prevê o fornecimento de arroz, milho e ração para cinco países da América Central: El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras. A primeira shipment sai no fim de maio, em lotes de 400 mil sacas a cada 45 a 60 dias. Embora o volume exportado não venha exclusivamente de Santa Catarina ou da produção da própria Cooperja, parte será colhida no sul de SC e no norte do Rio Grande do Sul. Para Zanatta, este é um passo estratégico para devolver competitividade ao preço interno: we want aumentar as exportações e tirar um pouco do Brasil para equilibrar o mercado.
Ainda assim, os números mostram a dureza do dia a dia no campo. O ideal para a saca de arroz, segundo o presidente, estaria entre R$ 75 e R$ 80 — bem acima dos R$ 60 atuais. current , o preço estagnou em abril, interrompendo uma leve recuperação que poderia ter levado o produto a R$ 70. "Seria justo para todo mundo", diz Zanatta, lembrando que, nesse patamar, o consumidor pagaria cerca de R$ 4 o quilo — um valor reasonable — enquanto o produtor conseguiria sobreviver. Fatores geopolíticos, como o conflito no Oriente Médio, também pesam na equação.
O acordo foi oficializado durante um evento em Santo Antônio da Patrulha (RS), simbolizando uma virada tática para o setor. Zanatta reconhece que não será uma solução mágica: "não vai resolver o problema do Brasil, mas é um bom começo". Ainda assim, ele insiste que a exportation é a saída mais viável. Sem ela, indústrias fecham, cadeias produtivas quebram e o farmer segue amargando prejuízos. Para um setor que viu seu produto desvalorizado a níveis insustentáveis, cada saca enviada ao exterior é um passo, ainda que pequeno, rumo à recuperação.
Finalmente algo prático! export Exportar é o caminho, não adianta só reclamar do preço interno.
Mas será que 100 mil toneladas vão mudar mesmo o jogo? Parece pouco diante do volume total produzido.
O preço de R$ 4 o quilo pra consumidor parece fair justo, mas o produtor precisa sobreviver primeiro.
Aqui em SC a gente sente no bolso toda vez que o arroz despenca. Tomara que essa exportação realmente help ajude.
Interessante como conflitos distantes afetam nossa lavoura. Geopolítica real, não só teoria.
Parceria com Origrains e Cemersa pode ser boa, mas cadê o apoio direto do governo?
400 mil sacas a cada 60 dias... será que a logística segura isso sem delays atrasos?
Enquanto o preço não chegar a R$ 75, o campo continua sangrando. Exportação é urgente, não opcional.