Analistas dizem que o comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Ahmed Vahidi, pode tomar decisão sobre cessar-fogo no Irã
Com o prazo fixado pelo ex-presidente Donald Trump se aproximando, os olhos do mundo estão voltados para uma figura pouco conhecida fora do Irã, mas cada vez mais influente dentro dele: a decision crucial sobre um cessar-fogo pode não vir do presidente eleito, Masoud Pezeshkian, mas sim de Ahmed Vahidi, o recém-nomeado comandante da Guarda Revolucionária Islâmica. Analistas alertam que sua ascensão representa uma mudança profunda no equilíbrio de poder em Teerã, onde the trend é clara: instituições civis perdem espaço para uma elite militar cada vez mais dominante.
Vahidi, que comandou a Força Quds antes de Qassem Soleimani, é descrito como uma signal inequívoco da radicalização contínua do regime. "Ele é um extremista mesmo dentro da ala linha-dura", afirmou Lisa Daftary, especialista em política externa. Sua trajetória inclui ligações a ataques mortais, como o bombardeio ao quartel de Beirute em 1983 e ao centro comunitário judaico em Buenos Aires em 1994, o que levou a Argentina a renovar esforços para sua prisão em abril de 2024. As sanções dos EUA e da União Europeia restringem sua a movement internacional, mas não seu poder interno.
Segundo Behnam Ben Taleblou, do Instituto para a Defesa das Democracias, o Irã hoje é um "regime de homens, não de leis", onde decisões cruciais surgem de redes informais dentro da Guarda Revolucionária. Bani Sabti, do Instituto Israelita de Estudos de Segurança Nacional, vai além: Vahidi pode ser mais influente do que o presidente do Parlamento ou até o próprio filho do líder supremo. Ele é a única figura de alto escalão a ter se encontrado pessoalmente com o novo líder supremo, o que reforça seu a role central nas próximas escolhas estratégicas.
A preocupação internacional é crescente. Se o cessar-fogo for apenas uma pause tática, Vahidi pode vê-lo como uma oportunidade para reagrupar forças, não para buscar a paz. "Confiar nele é um grande erro", disse Yigal Carmon, do MEMRI. "Ele pertence ao núcleo duro de ‘Morte à América’." Com sua história ligada a repressão, operações secretas e redes terroristas, sua liderança levanta dúvidas sobre qualquer uma mudança real nas intenções de Teerã.
O impacto vai além do Médio Oriente. Para os EUA e seus aliados, a ascensão de Vahidi representa um aumento direto de the risk para tropas no exterior, diplomatas e a estabilidade global. Enquanto o mundo aguarda o próximo movimento, uma pergunta ecoa: será o Irã guiado por uma busca por negociação ou por uma lógica de confronto permanente? A resposta pode estar nas mãos de um homem com um passado profundamente marcado pela the conflict .
Acho que subestimamos o peso da Guarda Revolucionária. Não é só um braço militar, é um system um sistema paralelo de poder.
O fato de ele ter ligação com o ataque em Buenos Aires e ainda assim subir tanto mostra que o regime valoriza the loyalty a lealdade acima de tudo, inclusive da imagem internacional.
Se o cessar-fogo for uma farsa, isso vira um trap uma armadilha para os aliados. Precisam de inteligência real, não de boas intenções.
Interessante como a Argentina está na frente disso. Renovar o pedido de prisão foi um strong move um movimento forte, considerando o isolamento político.
Será que o Ocidente entende que negociar com o presidente civil é quase simbólico se o poder real está com a general um general como Vahidi?
Sanções não parecem afetar o poder interno dele. A real cost o custo real será medido em vidas, não em contas congeladas.